Mamé Shimabukuro, paulistana. Trabalha como curadora independente e pesquisadora da cultura popular brasileira. Desenvolve trabalhos que transitam entre a antropologia social e a estética. A arte popular brasileira e minimalismo oriental, procedentes da sua ascendência, são estruturas que constroem sua trajetória. Bacharel em Ciências Sociais pela PUC-SP, possui formação livre em artes visuais e curadoria. Estudou Arquitetura de Interiores na FAAP, em São Paulo, na Parsons School of Design e na School of Visual Arts em Nova York. Participou como aluna dos ateliês dos artistas Carlos Fajardo e Nelson Leirner e do Laboratório de curadoria do MAM-SP, ministrado por Felipe Chaimovich.

 

Atualmente, participa da rede de projecionistas PROJETEMOS na criação da arte crossmedia TRANS LU(Z)CIDEZ, instalação-performance-laboratório para a exposição internacional "L'arte al tempo del coronavirus", sob curadoria da produtora italiana Arthemisia, para o MAC-USP, em maio de 2021. Cuida, em parte, das relações institucionais do grupo. Para 2022, organiza a mostra "Atmosphera Brasil", do artista têxtil carioca Renato Imbroisi, com trajetória por comunidades do Brasil, em três países da  África e Portugal e de "Territórios Humanos", do fotógrafo pernambucano Xirumba Amorim.

 

 Em 2018 foi a idealizadora e curadora da exposição "Quando a Vida é Uma Euforia" sobre o carnaval do Recife e a cenografia urbana criada pela artista Joana Lira. A mostra aconteceu no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, com itinerância em Recife no Centro Cultural do Cais do Sertão, em 2019.  Em 2020, reeditou o documentário que integrou a apresentação homônima e será exibido em 2021 no Festival Japan Media Arts. 

 

Em 2014 participou da curadoria coletiva da mostra "#140 caracteres" no MAM-SP e do Happening "TRANS Form Ação" na Vila Madalena.   

 

Nos anos 1990, esteve à frente da loja e galeria Atmosphera Casa, um novo conceito de espaço em São Paulo que tinha como pilares o artesanato, o design e as artes visuais. O fazer manual, a magia de cada cultura, o coletivo e a subjetividade são sinteses processuais de sua trajetória, desta maneira constroem o caleidoscópio do seu olhar.